Tipo exportação - por Laurindo Lalo Leal Filho
ARTIGO
Governo destinará mais de R$ 10 milhões só este ano para canal internacional de televisão
Poderemos ter uma televisão madura, de alta qualidade técnica e com um conteúdo atraente mostrando o país como ele é
Um casal amigo – ela baiana, ele galês – mora numa agradável fazenda no sul do País de Gales. Com duas gêmeas de 10 anos, fluentes em inglês, galês e português, a mãe viu na chegada da Record ao Reino Unido (via satélite) uma oportunidade a mais para as meninas intensificarem o uso do idioma materno e, ao mesmo tempo, conhecerem melhor o Brasil. Triste decepção. Do tatibitate dos apresentadores ao proselitismo religioso e à violência desenfreada mostrados pela Record, a solução foi mesmo ficar apenas no galês e no inglês.
Agora o português talvez possa voltar a ser ouvido na TV daquela família, se vingar o novo canal internacional projetado pelo governo brasileiro. Com recursos do Senado, Câmara, Radiobras e Supremo Tribunal Federal – somando R$ 10,3 milhões, em 2004, e R$ 24 milhões ao ano, a partir de 2005 –, a nova emissora pretende levar ao mundo uma programação de qualidade. É um dinheiro que pode ser bem gasto, porque atenderá não apenas os meus amigos do País de Gales, mas a milhões de conterrâneos nossos que nas últimas décadas formaram a maior diáspora brasileira de toda a história, em busca de oportunidades de vida inexistentes por aqui. E mais: poderá levar ao mundo uma visão menos distorcida – mas não ufanista – da realidade do Brasil, tão maltratada pela televisão comercial aberta.
A idéia de um canal brasileiro internacional, gerido pelo estado, não é nova. É uma atribuição legal da Radiobras, como lembra o jornalista Eugênio Bucci, presidente da empresa. A incorporação do Legislativo e do Judiciário ao projeto, além de ampliar os recursos, dará mais pluralidade à gestão e, o mais importante, poderá se valer de um acervo de conhecimentos sobre TV de qualidade já adquiridos e demonstrados pelas TVs Câmara e Senado.
Pelo projeto da nova emissora, não serão transmitidas as sessões de votação. A grade da programação será formada por entrevistas, noticiários, teatro e música. Se agregarmos documentários de bom nível sobre o Brasil, que algumas produtoras independentes podem produzir, poderemos ter uma televisão madura, de alta qualidade técnica e com um conteúdo atraente mostrando o país como ele é, rico, diversificado, desigual e contraditório, mas com forças sociais capazes de transformá-lo. É esperar muito? Se bastasse a honradez, o conhecimento e a boa vontade dos jornalistas que estão à frente do projeto, diria que não. A televisão seria isso mesmo: séria, sem ser enfadonha; descritiva, sem deixar de ser crítica, combinando qualidade técnica com conteúdo civilizatório.
Mas, ao final, implantada essa TV, restará um travinho amargo na boca. E a TV pública nacional? Ela não deveria ser priorizada? Trata-se de uma necessidade urgente da sociedade brasileira que precisa de uma televisão capaz de se contrapor ao modelo comercial e elevar a exigência do público diante daquilo que é oferecido pelas concessionárias privadas. E mais, com uma televisão pública nacional implantada e consolidada, estaria constituída a base de sustentação necessária para o lançamento de um canal internacional, como fizeram alguns países europeus. Aqui, ao que parece, o carro já está indo à frente dos bois. E se repetirá a história do café “tipo exportação”. O bom a gente toma lá fora, por aqui fica a beberagem.
fonte: Revista Educação - Julho/2004
Lula cria comitê dos Três Poderes para conduzir projeto de comunicação em TV para o exterior Brasília - Representantes dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) integrarão o Comitê Gestor com o objetivo de formular proposta de prestação de serviços de televisão para o exterior. saiba mais no link http://www.radiobras.gov.br/materia_i_2004.php?materia=201594&q=1&editoria=
Escrito por Editoria às 01h11
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Escrito por Editoria às 13h52
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O primeiro ombudsman da TV brasileira
QUALIDADE
A TV Cultura de São Paulo é a primeira emissora de TV do país a instituir o cargo de ombudsman. O responsável pela nova função é o jornalista Osvaldo Martins, de 64 anos, profissional escolado em mais de quatro décadas de carreira na imprensa, com passagens como repórter, editor e chefe de redação pela A Tribuna (Santos), Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, TV Globo e Veja. Fora das redações, fundou, em 1987, o Instituto Brasileiro de Estudos de Comunicação e criou no Brasil o conceito de auditoria de imagem - hoje um serviço bastante difundido no campo da comunicação corporativa. Comandou a comunicação das campanhas de Mario Covas para governador de São Paulo (1994 e 1998), e foi secretário estadual da Comunicação nas gestões de Covas e Geraldo Alckmin. Martins está encarregado de observar, avaliar e criticar a programação da emissora do ponto de vista dos telespectadores. A partir da sexta-feira (24/9), o novo ombudsman poderá ser contatado no sítio da TV Cultura, em (www.tvcultura.com.br/ombudsman). Em novembro, depois do segundo turno das eleições municipais, contará com um programa semanal na emissora. Por e-mail, Osvaldo Martins concedeu ao Observatório a seguinte entrevista. *** Por que a decisão de instituir o cargo de ombudsman na TV Cultura? Osvaldo Martins - A decisão é mais um passo na direção de consolidar o conceito de TV pública. A Cultura foi, há 35 anos, a primeira TV educativa do Brasil. Mais recentemente, a primeira TV pública. Agora é a primeira emissora de TV do país a ter um ombudsman. Creio tratar-se de uma boa iniciativa visando à valorização da cidadania, da liberdade de expressão e da própria democracia. Como o seu nome foi indicado para o cargo? E por que você o aceitou? O.M. - Fui convidado pelo presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, antes mesmo da sua posse no cargo. Aceitei porque pretendo contribuir, modestamente embora, para o aperfeiçoamento da programação da Cultura, zelando pela qualidade a que o telespectador tem direito. Com que ânimo assume a função? Quais seus maiores desafios? O.M. - Com o espírito de quem quer colaborar para o sucesso da Cultura. Na classificação socioeconômica adotada pelos institutos de pesquisas, o telespectador médio da Cultura está situado nas classes C e D. Ele não tem poder aquisitivo para assinar TV paga, e procura na TV aberta uma alternativa de qualidade - para si, sua família e, principalmente, seus filhos. Por isso, o maior desafio da Cultura é justamente o de oferecer conteúdos de boa qualidade, em linguagem acessível e com padrão televisivo atraente. Como deverá operar o ombudsman da TV Cultura? Tem equipe para acompanhar toda a programação ou agirá sozinho? O.M. - Até novembro, quando estréio um programa semanal na TV Cultura, vou trabalhar sozinho. Por enquanto, usando apenas o meio internet, conto com o recurso de solicitar fitas de programas que não pude ver quando foram ao ar. Sozinho ou com equipe, terei de me adaptar à circunstância de decidir solitariamente a respeito do que me parece certo ou errado - e fazer meus comentários. O ombudsman não é um crítico de TV, mas alguém que deve ver TV com olhos de telespectador comum. Como o ombudsman se insere no conceito de jornalismo público adotado pela Cultura? O.M. - Essa questão de jornalismo público é discutível. Todo bom jornalismo é público, na medida em que o jornalismo trabalha com uma matéria-prima chamada informação que, por sua vez, é um bem público - pelo menos nas democracias. Jornalismo público é uma expressão muito abrangente e vaga. Uma boa TV pública pode ser estritamente educativa, ou limitar sua programação à música, ou aos esportes, e até optar por não ter jornalismo. Na minha opinião, jornalismo "público" não é o da pauta alternativa, ou diferenciada. O desafio que se coloca é outro: na TV pública, o jornalismo deve ser analítico, interpretativo, explicativo? Ele deve ser um complemento de informação qualificada ao fast news das redes comerciais? E olhe que o jornalismo não se restringe aos telejornais. O grandes temas devem se desdobrar em programas de entrevistas, debates, documentários. Isso requer inteligência, tecnologia, agilidade e muita dedicação ao trabalho. Se a opção da Cultura for por esse modelo de jornalismo, tudo vai ter de mudar, pois a atual estrutura tem foco nas hard news, como as TVs "comerciais". Qual será o espaço do telespectador na sua agenda diária? O.M. - O telespectador vai ser estimulado a participar, sugerindo e criticando. Haverá chamadas no ar, inclusive para as crianças opinarem sobre a programação infantil. Estamos montando uma ouvidoria, que vai divulgar uma linha 0800. Na medida possível, vamos procurar responder a todas as demandas - diretamente ou pela internet e pela televisão. Luiz Egypto
fonte: Observatório da Imprensa 21/9/2004
Escrito por Editoria às 13h39
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Rede informal de emissoras exibe debate sobre democracia e qualidade na mídia no dia 17 de outubro
QUALIDADE Uma rede informal de emissoras de televisão e rádio públicas estará veiculando para todo o Brasil, no dia 17 de outubro, das 14h às 15h, um programa de debate ao vivo sobre a democratização nos meios e, ao mesmo tempo, sobre a qualidade dos produtos televisivos. A iniciativa celebra o Dia pela Democracia na Mídia (dia 18) e reforça o protesto simbólico da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", no qual se recomenda que os cidadãos desliguem as televisões entre as 15h e as 16h do dia 17. A proposta foi lançada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e, de acordo com Celso Schröder, coordenador geral do Fórum, a idéia é que o debate sobre a democratização complemente a campanha contra a baixaria na TV, levada à frente pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. "Acreditamos que a campanha contra a baixaria, que chama a atenção para a qualidade de nossos produtos televisivos, é uma parte dessa discussão maior que trata da democratização da comunicação", disse. A rede independente, que será responsável por veicular este programa, já está sendo formada. Schröder informa que as TVs Senado e Câmara, além da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), já estão de acordo com a proposta e estarão colocando o debate no ar. Além dessas, também estão sendo contatadas várias emissoras e rádios comunitárias, através da Associação Brasileira de Rádio e TVs Comunitárias, para que o debate possa ser visto amplamente em diferentes bairros brasileiros. A executiva do Fórum também está em conversação com a Radiobras, Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccom), Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), a Music Television brasileira (MTV). "Infelizmente a TVs públicas têm uma audiência ainda muito baixa. Mas isso não invalida um debate sobre democratização da comunicação. Vamos estar fazendo uma divulgação muito grande em torno disso, além de nos mobilizarmos com o maior número possível de rádios comunitárias e tentar o apoio via Central Única dos Trabalhadores (CUT), e todos os movimentos sociais. Acredito que, se uma boa parcela deste público assistir ao programa, o objetivo principal que é furar um pouco essa idéia da hegemonia que temos nos meios de comunicação será alcançado", afirma Schröder. A parte prática do debate ainda será definida em reunião com as entidades que compõem o Fórum. Formato do programa e nomes dos debatedores deverão ser conhecidos até o final do mês. Contra a baixaria A campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania foi lançada em 2002, mas teve seu momento mais expressivo neste último ano, quando chegou a contar com mais de 16.000 adesões de telespectadores. Com o objetivo de chamar a atenção para o conteúdo que vem sendo exibido pelas emissoras brasileiras de televisão, a campanha realiza, no próximo dia 17, um ato simbólico. A coordenação está recomendando a todos os cidadãos brasileiros que desliguem seus aparelhos das 15h às 16h em sinal de protesto. O último ranking - baseado nos dados dos telespectadores que foram consultados - indica programas como Programa do Ratinho (SBT), Pânico na TV (Rede TV), Big Brother Brasil (Globo), Cidade Alerta (Record), Superpop (Rede TV), entre outros, como os que transmitem mais baixarias, com degradação do ser humano e apelos diversos. Mais informações sobre a campanha podem ser obtidas no site www.eticanatv.org.br.
fonte: Notícias Adital 22/9/2004
Escrito por Editoria às 13h21
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Rede informal de emissoras exibe debate sobre democracia e qualidade na mídia no dia 17 de outubro
QUALIDADE Uma rede informal de emissoras de televisão e rádio públicas estará veiculando para todo o Brasil, no dia 17 de outubro, das 14h às 15h, um programa de debate ao vivo sobre a democratização nos meios e, ao mesmo tempo, sobre a qualidade dos produtos televisivos. A iniciativa celebra o Dia pela Democracia na Mídia (dia 18) e reforça o protesto simbólico da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", no qual se recomenda que os cidadãos desliguem as televisões entre as 15h e as 16h do dia 17. A proposta foi lançada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e, de acordo com Celso Schröder, coordenador geral do Fórum, a idéia é que o debate sobre a democratização complemente a campanha contra a baixaria na TV, levada à frente pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. "Acreditamos que a campanha contra a baixaria, que chama a atenção para a qualidade de nossos produtos televisivos, é uma parte dessa discussão maior que trata da democratização da comunicação", disse. A rede independente, que será responsável por veicular este programa, já está sendo formada. Schröder informa que as TVs Senado e Câmara, além da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), já estão de acordo com a proposta e estarão colocando o debate no ar. Além dessas, também estão sendo contatadas várias emissoras e rádios comunitárias, através da Associação Brasileira de Rádio e TVs Comunitárias, para que o debate possa ser visto amplamente em diferentes bairros brasileiros. A executiva do Fórum também está em conversação com a Radiobras, Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccom), Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), a Music Television brasileira (MTV). "Infelizmente a TVs públicas têm uma audiência ainda muito baixa. Mas isso não invalida um debate sobre democratização da comunicação. Vamos estar fazendo uma divulgação muito grande em torno disso, além de nos mobilizarmos com o maior número possível de rádios comunitárias e tentar o apoio via Central Única dos Trabalhadores (CUT), e todos os movimentos sociais. Acredito que, se uma boa parcela deste público assistir ao programa, o objetivo principal que é furar um pouco essa idéia da hegemonia que temos nos meios de comunicação será alcançado", afirma Schröder. A parte prática do debate ainda será definida em reunião com as entidades que compõem o Fórum. Formato do programa e nomes dos debatedores deverão ser conhecidos até o final do mês. Contra a baixaria A campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania foi lançada em 2002, mas teve seu momento mais expressivo neste último ano, quando chegou a contar com mais de 16.000 adesões de telespectadores. Com o objetivo de chamar a atenção para o conteúdo que vem sendo exibido pelas emissoras brasileiras de televisão, a campanha realiza, no próximo dia 17, um ato simbólico. A coordenação está recomendando a todos os cidadãos brasileiros que desliguem seus aparelhos das 15h às 16h em sinal de protesto. O último ranking - baseado nos dados dos telespectadores que foram consultados - indica programas como Programa do Ratinho (SBT), Pânico na TV (Rede TV), Big Brother Brasil (Globo), Cidade Alerta (Record), Superpop (Rede TV), entre outros, como os que transmitem mais baixarias, com degradação do ser humano e apelos diversos. Mais informações sobre a campanha podem ser obtidas no site www.eticanatv.org.br.
fonte: Notícias Adital 22/9/2004
Escrito por Editoria às 13h21
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Para Abert, taxação da TV é inaceitável
Para Abert, taxação da TV é inaceitável A Associação Brasileira de Rádio e TV, Abert, já se manifestou publicamente contra a proposta de anteprojeto para a criação da Ancinav. Mas na ocasião as críticas eram em relação ao suposto caráter controlador do projeto. O Ministério da Cultura fez algumas mudanças na proposta, retirou os artigos mais críticos. Mas a Abert segue combativa em relação ao texto. Ele é "aviltante", "discriminatório", "equivocado", "inaceitável", segundo os adjetivos usados pelo novo presidente da Abert, José Inácio Pizani, para descrever a proposta do governo. Pizani é direto: "a taxação da televisão é inaceitável. Querem tirar recursos de um setor que oferece um serviço gratuito e permanente para fomentar outros setores", diz. Confrontado com a versão do MinC, de que a taxação é sobre a quem contrata publicidade para TV, e não sobre a receita das emissoras, Pizani é categórico: "O mercado já está em dificuldades, encolheu. Taxar a publicidade é a mesma coisa que tirar receita da TV. É disso, e só disso, que nós vivemos". Pizani reconhece que a proposta do Ministério da Cultura tocou em pontos que são da preocupação dos radiodifusores, como o estabelecimento de regras para a exploração audiovisual por empresas de telecomunicações, o que é um pleito antigo da TV brasileira. "Mas da forma como isso está colocado, o anteprojeto fica inaceitável". Pizani diz que a Abert continuará buscando o diálogo e procurará mostrar seus argumentos às autoridades, sem especificar se na esfera do Executivo ou do Legislativo. Da Redação
fonte: TELA VIVA 16/09/2004
Escrito por Editoria às 03h22
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Senado ameaça fazer substitutivo para Ancinav
LEGISLAÇÂO
BRASÍLIA. Senadores de oposição e da base ameaçaram ontem apresentar um substitutivo ao projeto do governo que cria a Ancinav, caso não haja uma reformulação geral no texto que deve ser enviado ao Congresso pelo Ministério da Cultura. Mesmo depois de ouvir o ministro da Cultura, Gilberto Gil, anteontem, integrantes da Comissão de Educação estão convencidos de que o projeto, como está, causará um intervencionismo exagerado do governo. Outro ponto da proposta muito criticado no Senado é a criação de novas taxas e tributos para o setor. Para o senador Hélio Costa (PMDB-MG), não se deve taxar as emissoras de rádio e TV em 4% de seu faturamento. Ele também critica a intenção do governo de cobrar uma taxa de 10% sobre os ingressos de cinema. Para o senador, do jeito que está o projeto não passa no Congresso. Já o presidente da Comissão de Educação, Osmar Dias (PDT-PR), diz que o governo deveria esperar a aprovação do projeto de lei das agências reguladoras para adequar a Ancinav às novas regras. Ele não vê necessidade de urgência, já que existe uma agência para o setor, a Ancine. Ele ressaltou que Gil se comprometeu a modificar três artigos do projeto com características intervencionistas: - Há um intervencionismo exagerado no projeto original. Parece-me que o governo está atropelando o calendário. Se houver uma mudança substancial nas agências, a Ancinav vai ter que começar do zero. O senador Cristovam Buarque (PT-DF) avalia que o governo errou ao iniciar o debate sobre um projeto regulatório em vez de adotar um projeto de incentivos para o setor: - Tem que ficar claro que este projeto não visa a ter o controle da opinião. Na opinião do senador José Jorge (PFL-PE), o governo tem pressa para criar a Ancinav para poder indicar os novos diretores da futura agência. Ele classificou o projeto de autoritário. Gerson Camarotti
fonte:O Globo 17/9/2004
Escrito por Editoria às 03h19
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Fórum propõe rede nacional de TV para debater qualidade da programação
O FNDC está estimulando suas entidades associadas e os comitês regionais em oito estados a realizarem em todo o país atividades na segunda semana de outubro, quando é promovido no mundo todo o Media Democracy Day (MDD), ou Dia pela Democracia na Mídia, que este ano foi agendado para 18/10. Por decisão do seu Conselho Deliberativo, o Fórum desencadeou articulação nacional para produzir um programa a ser transmitido ao vivo no domingo, dia 17/10, por uma rede de emissoras de rádios e TVs comunitárias, universitárias, legislativas e estatais. Segundo o coordenador-geral do FNDC, Celso Schröder, a idéia é transmitir por satélite para todo o Brasil um debate sobre a qualidade da programação no rádio e na TV brasileira que possa ser captado e retransmitido gratuitamente por todas as emissoras interessadas. A Executiva do Fórum está em conversação com entidades representativas das emissoras não-comerciais, como ABTU, Abepec, Astral, Arpub, Abraço e Abccom, além da Radiobrás, TV Câmara e TV Senado para implementar a proposta. O formato final do programa será definido em uma reunião com todos os interessados.
Schröder explica que a proposta inicial do Fórum é que a produção vá ao ar exatamente uma hora antes do protesto simbólico previsto pela Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, que está recomendando aos cidadãos o desligamento dos aparelhos de TV das 15h às 16h do dia 17/10 como uma forma de manifestação coletiva contra o baixo nível do conteúdo de muitos programas de TV que estão sendo denunciados à campanha promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O FNDC também pretende estimular que nos dias 17 e 18/10 as emissoras interessadas promovam em suas grades de programação a exibição de conteúdo audiovisual que promova os direitos humanos e o debate sobre a democratização da comunicação.
fonte: Boletim de Divulgação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – nº 41 – 17/9/2004
Escrito por Editoria às 03h16
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