Cartilha do Jovem Telespectador


TV na sala de aula, já!



O TVer publicou a Cartilha do Jovem Telespectador, um material destinado a alunos e professores dos diversos níveis de ensino que ajuda a promover a reflexão crítica sobre a televisão. Criada pela educadora e ex-consultora de educação da TV Cultura de São Paulo, Célia Marques, a Cartliha tem duas versões: uma para alunos e outra para professores. “Aos alunos”, explica Célia, “procuramos mostrar que assistir TV também envolve responsabilidade e que eles podem e devem escolher o que assistir”. Semelhante a um livro de atividades, a Cartilha propõe a reflexão sobre os aspectos positivos e negativos da TV e a análise de diversos tipos de programas assistidos pelo aluno.

Para os professores, a educadora acredita que a Cartilha seja um instrumento importante para trazer a discussão sobre a televisão para sala de aula. “Por enquanto, as experiências de trabalho deste tipo em escolas ainda são isoladas, um pouco por falta de iniciativa, mas também em função da falta de material de apoio disponível”, analisa. A versão da Cartilha destinada aos professores apresenta alguns conceitos básicos a serem trabalhados com os alunos e sugere atividades que podem ser adaptadas para diversas faixas etárias. 

Nas escolas em que é convidada a dar palestras, a educadora percebe grande receptividade das crianças ao assunto. Célia já chegou a sugerir ao Ministério da Educação a inclusão do tema no currículo escolar, mas a resposta do MEC foi que a televisão já estava contemplada entre os chamados temas transversais. Na avaliação da educadora, caberia principalmente aos professores da área de comunicação e expressão, como Língua Portuguesa, inserir a discussão sobre televisão na sala de aula. 

Em relação à televisão hoje, Célia acredita que somente a educação pode dar conta de reverter o quadro preocupante que se tem no Brasil. “Só com telespectadores mais críticos a TV comercial vai melhorar a qualidade da programação. Essas TVs sequer se deram conta de que uma programação educativa também pode dar retorno e que TV educativa não é aula na televisão. Programação educativa e cultural é uma exigência legal que as emisoras insistem em ignorar. Sendo concessões públicas, elas estão atuando ilegalmente”, completa.
 
ONDE encontrar a cartilha:


Escrito por Editoria às 23h46
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Fundadores

Quem somos

ANA CRISTINA OLMOS
• Psicanalista especializada em infância e adolescência.
• Diretora clínica do CEMDEC/SP (Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança).


ANA EMÍLIA OLIVEIRA DE ALMEIDA PRADO
• Advogada, Mestre em direitos difusos e coletivos pela PUC/SP, com dissertação de mestrado sobre a publicidade que abusa da credulidade da criança (Artigo 37, Parágrafo Segundo do Código de Defesa do Consumidor). Membro do Conselho de Defesa do Consumidor da OAB/SP. Ex-conselheira do CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária).

CÉLIA MARQUES
Educadora. Especializada em tecnologia educacional com experiência em ensino a distância e produção de materiais auto-instrutivos utilizando os vários meios de comunicação.

DENISE GRECCO VALENTE
Advogada, com pós-graduação em Marketing (ESPM/SP). Gerente de serviços editoriais nos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo (1986/1992). Foi advogada da Fundação Padre Anchieta (1994/1999).

ELIANA ZMETEK NACONECY
• Psicóloga e psicanalista.

ELISABETH GONÇALVES
• Psicóloga pela PUC/SP. Psicoteraputa de adolescentes e adultos. Coordenadora da área de Adolescentes e do Projeto “Trance essa Rede” do GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual). Tem experiência nas áreas de saúde e educação, desenvolvendo trabalhos em sexualidade e prevenção de DST/AIDS.

EUGÊNIO BUCCI
• Jornalista, crítico de televisão e autor dos livros Brasil em Tempo de TV (Boitempo Editorial, 1996), Sobre Ética e Imprensa (Companhia das Letras, 2000) e A TV aos 50 (Editora Fundação Perseu Abramo, 2000).

JOÃO BATISTA BREDA
Médico psiquiatra.

LAURINDO LALO LEAL FILHO
Sociólogo e jornalista, é professor livre-docente da Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi repórter, editor e apresentador nas redes Globo, Cultura e Bandeirantes. É autor dos livros “Atrás das câmeras - relações entre Estado, cultura e televisão” (Summus, 1988) e “A melhor TV do mundo - O modelo britânico de televisão” (Summus, 1997).

LUIZA NAGIB ELUF
• Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo. Escreve artigos de opinião para o Jornal da Tarde. Ex-membro do Conselho Estadual da Condição Feminina e do Conselho Federal de Entorpecentes. Ex-Secretária Nacional dos Direitos da Cidadania do Ministério da Justiça. Publicou os livros “Brasileiro(a) é assim mesmo” (Contexto, 1993) e “Crimes contra os costumes e assédio sexual” (Jurídica Brasileira, 1995).

MARIA RITA KEHL
Psicanalista, ensaísta e poeta. Doutora em psicanálise pelo Departamento de Psicologia Clínica da PUC/SP. Tem artigos publicados nos livros “Um país no ar” (Brasiliense, 1985) e “Rede imaginária” (Cia. das Letras, 1990), além de ser autora de livros de poesia e na área de psicanálise.

MARIA TERESA AUGUSTI
Pedagoga. Consultora na área de políticas públicas, desenvolvimento e relações de gênero. Preside o Instituto de Políticas Públicas Florestan Fernandes desde janeiro de 2001.

MARTA SUPLICY
• Mestrado em Psicologia Clínica. Fundadora do GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual). Autora de nove livros. Deputada Federal pelo PT/SP (1994-98) e candidata a governadora de SP pelo PT em 1998. É Prefeita de São Paulo desde janeiro de 2001.
• Interesse pelo TVer:
Discutir a influência da mídia na formação da personalidade e das relações sociais de gênero e a aplicação da legislação brasileira no setor.

ORIANA MONARCA WHITE
• Psicóloga, com mestrado em Marketing na FEA/USP e extensão na Vanderbilt University. É diretora do CPM – Research, professora do MBA de Marketing da USP e palestrante em eventos nacionais e internacionais.

PAULO ROBERTO CECCARELLI
• Psicólogo, psicanalista, doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII. Pesquisador do Núcleo Unicamp e do Laboratório de Psicopatologia Fundamental da PUC/SP.

ROSELY PENNACCHI
Psicanalista, exerce atividade clínica e transmissão da psicanálise em São Paulo. Coordena grupos de estudo na área e tem textos publicados sobre clínica psicanalítica. É pós-graduanda em Semiótica e Comunicação na PUC/SP.

SÔNIA THORSTENSEN
Psicóloga clínica pela PUC/SP com mestrado na Universidade de Stanford (EUA). Tem clínica particular de adultos, casais e família. Coordenou o curso de Sexualidade Humana do Instituto Sedes Sapientiae. Atualmente coordena o Projeto Caminhando: Orientação Sexual e Preparação para a Vida Familiar para Adolescentes de Baixa Renda do CEAF (Centro de Estudo e Assistência à Família).

SUSANA PRADO
Psicóloga com mestrado em Psicologia Experimental na USP. É psicóloga clínica.

VERA MARIA DE OLIVEIRA NUSDEO LOPES
Procuradora do Estado de São Paulo. Mestre em Direito Administrativo pela USP com dissertação sobre concessões de rádio e televisão. Bacharel em jornalismo.


Escrito por Editoria às 23h31
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O que é o TVer

O TVer nasceu de uma iniciativa de Marta Suplicy que, a partir da indignação manifestada pessoalmente ou através de carta, por distintas pessoas, propôs a especialistas em diversas áreas a constituição de um grupo de trabalho para refletir sobre a responsabilidade social e pública da televisão no Brasil.

Formou-se, assim, em junho de 1997, um grupo de trabalho que se denominou TVer, cujo objetivo é contribuir com elementos de reflexão sobre esse difuso mal-estar gerado pela baixa qualidade da programação televisiva.

É também objetivo do TVer analisar as conseqüências e responsabilidades da TV no desenvolvimento infanto-juvenil, na formação das mentalidades e nas questões da legislação brasileira, levando em conta a regulamentação existente em países democráticos.

Para os participantes do TVer qualquer tentativa de conscientização sobre cidadania, problemas de violência, gravidez na adolescência, exploração sexual ou de trabalho das crianças, desrespeito à mulher, à população negra e às minorias sexuais tem que, necessariamente, levar em conta a atuação da TV.

Principalmente porque as pesquisas indicam que as crianças brasileiras passam, em média, 3 horas diárias assistindo a televisão e isto representa quase o mesmo tempo que elas permanecem na escola.

Num ajuste da proposta inicial, o TVer se transformou, em agosto de 1998, numa organização não-governamental (ONG), sem fins lucrativos.

Essa decisão foi tomada para que o TVer possa implementar uma estratégia de responsabilidade social, pública e de valorização da cidadania e dos direitos dos telespectadores. O objetivo da criação da ONG foi facilitar ao TVer se pronunciar, sempre que sentir necessário, face ao incômodo da população frente a certos temas.

Isso não significa que o TVer pretenda fazer uma "crítica televisiva", tal como é feita de maneira interessante e plural em diferentes meios de comunicação, mas que buscará aprofundar questões levantadas pela crítica, pelos telespectadores e pelas pesquisas.

É importante ressaltar que o TVer não foi criado para defender a censura e esse não é o seu objetivo. O TVer se propõe a discutir a respeito das responsabilidades sociais e públicas em relação ao conteúdo das mensagens. Para o TVer, a censura real só pode ser efetivamente exercida antes da difusão do programa por televisão.

Depois da exibição, as formas de censura ou de exigência de mudança de comportamento decorrem de negociações ou da formação de uma opinião pública influente. Nesse sentido, nenhuma organização não-governamental tem realmente o poder ou a atribuição para censurar a um meio como a televisão.

Entendemos, entretanto, que corresponde aos cidadãos e telespectadores e aos seus representantes políticos a tarefa de exigir responsabilidade daqueles que ocupam a esfera publica através da televisão.

As concessões são propriedade pública entregues às emissoras na qualidade de serviço publico e este deve ser exercido com responsabilidade e em nome do bem comum.

Por último, o TVer pretende estimular a criação de outros grupos similares para que, nos diferentes cantos do país, se discuta a televisão e os direitos dos telespectadores e, quem sabe, se ponha um fim ao monólogo que hoje está estabelecido entre TV e sociedade.




Carta de Princípios

O TVer é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, organização não-governamental educativa e cultural, democrática e sem nehuma discriminação de qualquer natureza; tem número ilimitado de sócios e prazo indeterminado de duração.

A missão institucional que norteia a ação do TVer é a promoção dos direitos dos telespectadores e a educação crítica para os meios de comunicação. São objetivos sociais do TVer:


1. Divulgar os direitos do telespectador a fim de que a sociedade como um todo possa lutar para fazê-los valer. O TVer só pode contribuir para essa luta junto com outros grupos de telespectadores insatisfeitos;

2. Combater toda e qualquer forma de censura, seja a estatal/policial, seja a censura interna das próprias emissoras, orientada por interesses publicitários, comerciais e ideológicos;

3. Prestar colaboração a pessoas ou entidades que se dirijam ao TVer para discutir e/ou diligenciar ações relativas à produção e programação televisiva;

3.1. Encaminhar reclamações colhidas pelo TVer para os órgãos competentes;

3.2. Incentivar a criação, dentro das emissoras, da figura do Ombudsman, que atue como um "ouvidor" da queixas dos telespectadores, divulgando o conteúdo das queixas recebidas semanalmente, dentro de espaço cedido gratuitamente pelas próprias emissoras;

4. Fomentar grupos de pesquisa em, no mínimo, três direções:

4.1. Modelos de televisões em outros países; critérios de concessões. Neste caso, o grupo de pesquisa promoverá a integração do TVer com outras entidades semelhantes em outros países;

4.2. Pesquisa de memória e preservação do acervo atual da televisão brasileira, acompanhado de ações em defesa do acesso ao público ao atual acervo já acumulado pelas emissoras;

4.3. Estímulo à formação de uma rede de grupos interessados, em todo o país, que acompanhem regularmente a programação televisiva e denunciem não apenas os abusos éticos, mas também as omissões e distorções na informação jornalística.



 

 



Escrito por Editoria às 23h25
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